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camões blefando tiradentes veio de lona king sonhou johnson bebeu veneno noel fumou charles bebeu tequila nero surtou

 esses ingleses e suas brompstons

no hay plata

prebenda, embuste, empulhação, engodo, rebotalho, excrescência, canonicato

filosofia, man!

digamos que temos dois bifes um grande outro pequeno na panela você por educação pose empostação afetação empulhação falsa modéstia  empáfia boiolice câmera um sete cinco luz câmera ação decide pedagogicamente anacronicamente politicamente corretíssimo pegar o bife menor e eu na minha insensatez falta de educação pavonice polimento ilustração cultivo nenhum e leituras rasteiras do  james joyce harold bloom ortega y gasset e outras cositas más fico com o bife maior suculento: tem culpa eu! a miséria da cultura eh a falta de rudimentos rudimentares, oh yes

agony and ecstasy

barulho fumou não fumou cheirou não cheirou psiquiatria vacachuvamor glauber** fumou não fumou cheirou não cheirou orgasmos êxtases [beautifull agony] freud explica não explicou cheirou não cheirou fumou não fumou: dizer a primeira palavra que penso

**Portinari estirado com aqueles algodões de defunto nas narinas de defunto morto não enterrado mortinho da silva: fiquei pensando que morto não tem nariz tem narinas para entupir de algodão de nariz do morto a fila não anda o desmaio a comoção as carpideiras e não havia tempo de responder a mimmesmo a mimése da morte

mulher cachorro

de quando reabro a porta do quarto esquecido de minha imensa mansão tenebrosa e encontro esta bagunça qualquer dia ajunto esta quinquilharia vendo tudo ao ferro velho monto um brechó o escambau faço uma doação ao desabrigo da minh’alma entorpecida

pessoa importante agora paula rego

 
Nem tudo está perdido e cada um tem a I(Y)olanda que merece. Como diz meu muso Macalé, “Oh nega difícil! 
 
Si alguna vez me siento derrotado,
renuncio a ver el sol cada mañana,
besando el credo que me has enseña
domiro tu cara y vivo en la ventana.
Yolanda, Yolanda, eternamente Yolanda.  
                      (Milanés, inspirado!)

 

 

 

Oh! Iolanda, eu te amei

Foste para mim tão cruel

Passei tantos tormentos por ti mulher

Tu foste tão infiel

Quero te ver na rua

com saco nas costas

apanhando papel

                   (Bezerra, inspiradíssimo!)       

 

Que merda ensinar, seus patifes de uma figa: Milanês, de Pablo; Bezerra, o da Silva.

 

Aliás, abre aspas:  esses tantos acadêmicos borra-botas, cheio de firulas e filosofias furadas, citando Kant, Paine, Nietzsche e o caralho, cheio de não-me-toques, voz de veludo, coisa-e-tal – metidos a Holiday-Baker -, são humilhados pelo malandro semi-analfabeto. Cartola faz escola na terra brasilis e Deus é meio irresponsável, eu diria. Fecha aspas.

 

De novo: Holiday, de Billie. Baker, de Chat. Não sou Porfírio, mas dou minhas cacetadas!

 

Estava eu retirando a poeira do lado b da memória. Ótimo aquecimento:

Peckinpah: eu quero a cabeça de Alfredo Rodriguez!(Bring me the head of Alfredo Garcia). Sam era um índio com uma espinha de peixe entalada na garganta.

 

Wilder: vou arriscar: testemunha de acusação (Witness for the prosecution). Aula de Sir Charles Laughton.

 

Pontecorvo: (Quemada!) dois gigantes: Gillo e Brando [porra, Pontecorvo não tem lado b!]; o disco arranhou: Gillo não tem lado b… Gillo não tem lado b… Gillo não tem…

 

Ridley: (The duellists) os duelistas, sem dúvida; depois aconteceu o que aconteceu.

 

Hitchcock: um barco e nove destinos (lifeboat), o menos óbvio, o mais intenso; uma aula do mestre (o sonho dos cineastas mixurucas made in Pindorama com pouca grana: nenhuma locação, meia dúzia de atores, orçamento pífio, et cetera, et cetera).

 

Coppola: Rusty James e o selvagem da motocicleta (Rumble Fish) [a transliteração é lastimável]; quer mais cool? Impossível… Foi assim que consumi maços de Camel e indevassáveis óculos Ray Ban. Hoje não mais.

 

Depois lembro mais. Estou que não me agüento.

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