Sexo, mentiras e videotape…
Foi até bom tocar no assunto. Enquanto Fani rasga o céu de brigadeiro de cinta-liga, busco paráfrases didáticas, p.ex.: ou nos locupletamos todos da sacanagem nacional ou restitui-se a moralidade. Lembras das revistas dinamarquesas? Alhures publiquei o reclame do Zéfiro, uma sumidade, o lábaro que ostenta estrelado um herói da marginalidade sexual libidinosa, nem por acaso. Adoro o verbo “introduzir”, uma figura de estilo assaz oportuna para desdizer o dito e o não dito. Detesto colecionar teias de aranha, o certo. Arvoro-me na cátedra para – neste hebdomadário capcioso – recomendar um digestivo em sua fluidez e mecanicidade, a correta conjugação do verbo citado e a prática exaustiva da sintaxe. Para as meninas, admoesto antes e inclusive o exercício do verbo “ser”, para um alinhamento soberbo neste madrigal.
Ora bolas, careço dizer uns palavrões cabeludos, vez em quando: perereca, perereca, perereca! Bililiu, bililiu, bililiu! Pois então. Odeio postagens com fobias de qualquer gênero, razão do desabafo. M. de Maria levou vinte e sete anos para entrar na farmácia e dizer sussurrante nos ouvidos pudicos da balconista magricela: “… Jontex”. Pior foi W. de Walter: nos mesmos ouvidos encomendou KY gel. Não sejam afoitos e indiscretos: não sei a finalidade nem tenho a mente tão suja. Por azar, o descarado teve uma crise de hemorróidas no dia seguinte. Procurou outra farmácia, evidentemente, meu caro Watson.
Eu sempre quis postar a imagem. Faltava-me o contexto.
