Grandes Baluartes da Humanidade (I)
Compilei aqui algumas frases célebres do meu herói Aparício Torelly, o nosso Wilde dos trópicos. Dorme com um barulho destes, patuléia!
“Quando pobre come frango, um dos dois está doente.”
“O fígado faz muito mal à bebida.”
“Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.”
“Deus dá peneira a quem não tem farinha.”
“A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.”
“A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.”
“Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.”
“Cobra é um animal careca com ondulação permanente.”
“Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados. “
“Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.”
“Costureira decente não perde a linha.”
“O casamento é uma tragédia em dois atos: civil e religioso.”
“Todo homem que se vende recebe muito mais do que vale.”
“Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.”
Para constar: Itararé é uma cidade paulista na fronteira com o Paraná; na Revolução de 30 as tropas legalistas – fiéis ao presidente Washington Luís – esperavam os revolucionários que vinham do sul sob o comando de Getúlio Vargas. Na hora “h”, os militares acertaram a deposição do presidente, tomando chimarrão, eu suponho. Portanto, Itararé ficou para a história como a “batalha que não houve”. Mordaz esse Aparício. Muito pitoresco.