Jorge Osório e a Tropa de Choque Globeleza
“E pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro - o que d’Ela receberei em muita mercê.”*
Fosse hoje, o tal Jorginho seria um desses funcionários de feição amarfanhada, terno rigorosamente mal justo, físico de barril, óculos na ponta do nariz de olhos quase vazios e um irritante desdém:
- (…) Eu queria mesmo a certidão negativa de…
- (…) Faltam cópias do registro de… Autenticados em três vias… Reconhecimento de firma, tal-e-coisa, coisa-e-tal…
- (…) Mas…
- (…) Infelizmente, são os procedimentos padrão… Normas da casa…
- (…) É que eu moro lá em… Falta-me condução daquele fim-de-mundo e…
- [Sorriso sádico, quase vingativo] (…) quarta-feira, três e meia… (…) (…) o próximo…
Resumo: um dos males do Brasil contemporâneo foi o Jorge Osório voltar de São Tomé.
Update: enquanto isso, começou a Operação Ronaldo-Globeleza, outra mazela em Pindorama; engraçado… No tempo do Josimar, o bólido negro pela lateral esquerda do professor Telê, não havia esta tropa de choque. E olha que o Josi só deu uns catiripapos numas putinhas folgadas depois de umas-e-outras, coisa pequena minzinfi. Noves fora o Ronaldo em si, esta hipocrisia pasteurizada dá azia em caminhão de boldo.
Eita nóis!
*A carta de Pero Vaz.