Nada contra: num estado de direito é lícito aos estudantes reinvindicar seu direito a pitar a marijuana numa boa; hipocrisia há nesta matéria, é verdade, há tempos [D. Ruth, de saudosa memória, que o diga]; até porque a truculência policial passou dos limites, habituais como sempre, diga-se; o problema é que a ocorrência não se registrou num boteco na entrada da favela, por exemplo, freqüentado por gente-de-cor, por exemplo, num bum-bum-baticubum-brurungudum, por exemplo. Ali o couro come, filho chora e mãe não vê. O problema é outro: houve tempo, convenhamos, em que os estudantes ocupavam reitorias por questões mais, digamos, “relevantes”; melhores condições de ensino, por exemplo; cotas para inclusão social, por exemplo; investimentos para a pesquisa, por exemplo; alguns, já vi, calorentos, ficavam nus como nossos ancestrais tupi-guaranis. Chique, no mínimo. Exemplos, nada mais…