Sabe estas chapas elétricas, estas de tostar pão? Pois então… Você corta uma fatia de queijo canastra meia-cura bem caprichada, grossa, teúda… Coloca a tal fatia generosa na chapa e espera, sem pressa, sem aflição; neste meio tempo, parte-se o pão em dois, esperando o queijo, que está ali, na chapa, conversando como você: “oi, tudo bem?”; sim, queijo canastra conversa (“me come, me come, canastrão”). Daí, depois de derretido, você tira o queijo da chapa e coloca no meio do pão… mas, observe: ficou uma rapinha o queijo na chapa, quase queimada, crocante, quase sexual… O que fazer?… raspe esta rapa peremptoriamente e coloque em cima do queijo canastra derretido dentro do pão; veja o que temos: um pão partido no meio, com queijo derretido e com a rapinha crocante no respectivo pão… O que você está esperando, lerdeza? Feche o pão (se você foi inteligente, colocou o café bem quente com rapadura na caneca, de preferência esmaltada, grande). Coma, o queijo com pão (eu disse QUEIJO com pão!), debaixo da mesa ou de alguma escada ou atrás de alguma porta. Mineiro é isso, um estado de espírito. Danem-se as gorduras polisaturadas!